Relendo sobre esse belo acontecimento de arte em Niterói, observo como havia um ânimo geral nos artistas que se empenhavam, unidos pela proposta cultural de uma cidade que desde aquela data, já não tem mais incentivo para fazer prosseguir, investindo no potencial criativo de cada um. Niterói, porém sabe que seus artistas continuam trabalhando porque o atista não pára. Quantos ótimos trabalhos dos colegas, podemos imaginar, estão em galerias ou em seus próprios ateliês, em algum lugar desta cidade! O público que visitava nossos espaços de arte e voltava para apreciar melhor uma obra ou outra, com certeza sente falta. Encontrei no Google esta página e reenvio para todos como recordação que vem hoje atiçar nossa memória.
ARTES DE PORTAS ABERTAS EM JULHO
Exposição pela cidade é a grande atração deste mês na cidade
Chegando a sua quarta edição, o Niterói Artes de Portas Abertas acontece nos finais de semana dos dias 16 e 17, e 23 e 24, sempre das 10 às 18 horas. O projeto reúne mais de cem artistas plásticos da cidade, que abrem as portas de seus ateliês para o público, nos mais diversos bairros da cidade.
O visitante pode apreciar as obras, ter contato com os artistas em seus locais de trabalho e, se quiser, adquirir algumas das peças expostas. O projeto vem se firmando como uma importante iniciativa, por meio da qual se encontram os artistas visuais de Niterói e seu público, numa saudável interação.
A diversidade de estilos e técnicas é uma das marcas do Niterói Artes de Portas Abertas. São desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, objetos, videoarte, instalações e performances ao longo de um fascinante roteiro, que pode ser percorrido através de um serviço gratuito de vans que ficará disponível durante os quatro dias do evento.
Haverá pontos dessas vans na Praça Leoni Ramos (São Domingos); na Praça Getúlio Vargas (em frente ao Cinema Icaraí), e na Avenida Rui Barbosa, em São Francisco (em frente à agência da Caixa Econômica Federal).
O Niterói Artes de Portas Abertas é resultado da parceria entre os artistas plásticos da cidade e a Secretaria Municipal de Cultura de Niterói e Fundação de Arte de Niterói (FAN), sob a coordenação executiva da artista plástica Luzia Veloso.
Rua Nóbrega, 14, Icaraí.
Santos Castro (desenho/pintura)
Ateliê Casa Verde
Rua Tavares de Macedo, 172, Icaraí.
Jô Grassini (escultura)
Cris Coutinho (objeto)
Rita Manhães (pintura)
Ateliê Felicidade
Rua Presidente Backer, 264, Icaraí.
Keiko Mayama (escultura)
Márcia Braga (pintura)
Mª Cristina (pintura)
Ateliê Cristiane Portugal
Rua Miguel Couto, 386, Icaraí.
Tel: 9626-9906
Desenho e Pintura
Ateliê Ana Lobato
Av. Sete de Setembro, 59, Icaraí.
Tel: 2612-1215
Desenho e Pintura
Ateliê Solar
Alameda Carolina, 48, Icaraí
Tel: 2610-0257
Kátia Carvalho (escultura
Novo Espaço Cultural
Rua Nóbrega, 14, Icaraí.
Santos Castro (desenho/pintura)
Ateliê Casa Verde
Rua Tavares de Macedo, 172, Icaraí.
Jô Grassini (escultura)
Cris Coutinho (objeto)
Rita Manhães (pintura)
Ateliê Felicidade
Rua Presidente Backer, 264, Icaraí.
Keiko Mayama (escultura)
Márcia Braga (pintura)
Mª Cristina (pintura)
Ateliê Cristiane Portugal
Rua Miguel Couto, 386, Icaraí.
Tel: 9626-9906
Desenho e Pintura
Ateliê Ana Lobato
Av. Sete de Setembro, 59, Icaraí.
Tel: 2612-1215
Desenho e Pintura
Ateliê Solar
Alameda Carolina, 48, Icaraí
Tel: 2610-0257
Kátia Carvalho (escultura
Telefone: 2719-9119
Norma Mieko (pintura)
Suzy Corali (pintura)
Enedina de Cnop (pintura)
Kátia Jacobson (desenho e objeto)
Thereza Amaral (pintura)
Luzia Veloso (objeto)
Anete Fernandes (instalação)
Moema Terra (pintura)
Andréa Facchini (pintura)
Doralice (fotografia)
Keiko Mayama (escultura)
Centro Educacional de Niterói
Avenida Amaral Peixoto, 836, Centro.
Telefone: 2620-5455
Ana Barros (pintura)
L. Maneschy (pintura)
Dora Anet (pintura)
Carla Verena (mosaico)
Sônia Porto (pintura)
Robson Martins (escultura)
Olga Brahim (pintura)
Karla Gravina (gravura e objeto)
Lin Lima (fotografia)
Juli Cerqueira (pintura)
Maura Toshie (escultura)
Cerdera (pintura)
Ângela Mello (mosaico)
Marcela Oliveira (pintura)
Lucila Proença (pintura)
Celi Lannes Tilben (pintura)
Maria Lúcia Maia (pintura)
Andréa Varela (instalação)
Nina (pintura)
Tay Bunheirão (instalação)
Edilene Capanema (escultura)
Marta Boynard (mosaico)
Meiga Rodrigues (desenho e pintura)
Ateliê São Domingos
Praia do Gragoatá, 1, São Domingos.
Maria Lúcia Maluf (pintura)
Salazar Figueiredo (gravura)
Marcelo Caldas (escultura)
Kátia Peres (pintura)
Aline Matheus (escultura)
Ateliê 49
Rua General Osório, 49, São Domingos.
Valéria Duarte (escultura e pintura)
Maria Rita Monerat (pintura)
Pito (quadros e objetos em cerâmica)
Anna Tedeschi (pintura)
Ana Belloti (pintura)
Luzia Helena Bernardo (pintura)
Sônia Blois (pintura)
Maria Eliza (pintura)
Adelfa Lopes (pintura)
ASPI UFF
Rua Passo da Pátria, 19, São Domingos.
Tel: 2622-1675
Ateliê Casa Verde
Rua Tavares de Macedo, 172, Icaraí.
Jô Grassini (escultura)
Cris Coutinho (objeto)
Rita Manhães (pintura)
Ateliê Felicidade
Rua Presidente Backer, 264, Icaraí.
Keiko Mayama (escultura)
Márcia Braga (pintura)
Mª Cristina (pintura)
Ateliê Cristiane Portugal
Rua Miguel Couto, 386, Icaraí.
Tel: 9626-9906
Desenho e Pintura
Ateliê Ana Lobato
Av. Sete de Setembro, 59, Icaraí.
Tel: 2612-1215
Desenho e Pintura
Ateliê Solar
Alameda Carolina, 48, Icaraí
Tel: 2610-0257
Kátia Carvalho (escultura
Ateliê Luiz Carlos de Carvalho
Rua Gal. Osório, 77, São Domingos
Tel: 9805-0675
Pintura
Ateliê Divina Arte
Rua Cel. Tamarindo, 45, Gragoatá.
Yara Pupo (pintura)
Andréia Rezende (pintura)
Marilu Bueno (pintura)
Ateliê 61 Campus Avançado
Rua Cel. Tamarindo, 61, Gragoatá.
Moca (escultura)
Nina Alexandrisky (escultura)
Gustavo Cassano (fotografia)
Oficinas do Museu do Ingá
Rua Presidente Pedreira, 78, Ingá.
Pintura
Maria Cherman
Eda Miranda (objeto/ pintura)
Fernando Borges
Vera Bueno
Papel Artesanal
Janete Loredo (quadros e objetos)
Sônia Coutinho (papéis artesanais)
Anna Nunes (papietagem)
Eliane Carrapateiro
Maria Alice Franco e Souza
Ângela Barros
Ana Maria Nunes
Lucia Marcondes
Escultura
Carlos Van der Ly
Gravura
Mário de Andrade
Diva de Aquino
Rosana Siqueira
Fernando Henning
Ricardo Queiroz
André Luiz Almada
Eneida Tagliari
Joel da Gama
Sérgio Torres
Sérgio Marques
Maria Lúcia Maluf
Zé
Salazar de Figueiredo
Moema Terra
Cerâmica
Rosita Rocha
Elisabeth Blasfuz
Jessé Emídio
Luci Espíndola
Denise Esteves
Gláucia Souza
Neusa Kaufmann
Museu Antônio Parreiras
Rua Tiradentes, 47, Ingá.
Tel: 2299-9578
Cristina Braz (pintura)
Mauro Nolasco (pintura)
Ateliê Ana e Viviane
Rua Roberto Rowlley Mendes, 3 (salão de festas), Boa Viagem.
Viviane Codeço (pintura)
Ana Poli (pintura)
Novo Espaço Cultural
Rua Nóbrega, 14, Icaraí.
Santos Castro (desenho/pintura)
Ateliê Casa Verde
Rua Tavares de Macedo, 172, Icaraí.
Jô Grassini (escultura)
Cris Coutinho (objeto)
Rita Manhães (pintura)
Ateliê Felicidade
Rua Presidente Backer, 264, Icaraí.
Keiko Mayama (escultura)
Márcia Braga (pintura)
Mª Cristina (pintura)
Ateliê Cristiane Portugal
Rua Miguel Couto, 386, Icaraí.
Tel: 9626-9906
Desenho e Pintura
Ateliê Ana Lobato
Av. Sete de Setembro, 59, Icaraí.
Tel: 2612-1215
Desenho e Pintura
Ateliê Solar
Alameda Carolina, 48, Icaraí
Tel: 2610-0257
Kátia Carvalho (escultura)
Romana Carvalho
Alédia
Marcos Quintão
Studio de Arte Giovanni Gargano
Rua Mem de Sá, 111, 1104, Icaraí.
Tel: 2714-0597
Pintura e Escultura
Ateliê Icléa Eccard
Rua Mem de Sá, 111/302, Icaraí
Tel: 2714-9086
Icléa Eccard (escultura)
Dalva Duarte (objetos)
Lourdiaz (escultura)
Vinicius Pinto (escultura)
Clara Infante (instalação)
Ítala Kramer (fotografia)
Ateliê Helena, Luciana, Tetê e Guilherme
Rua Lopes Trovão, 181, sl. 101 e 201, Icaraí.
Tel: 2710-2951
Pintura e mosaico
Ateliê Vitor Ramalho
Rua Santos Moreira, 35, Santa Rosa.
Tel: 2711-5657
Desenho e Pintura
Ateliê Ivana
Rua Noronha Torrezão, 59, Santa Rosa.
Tel: 9312-6434
Ivana (desenhos e objetos)
Luiz Guimarães (fotografia)
Ateliê Matriz Violeta
Rua Newton Prado, 24, Santa Rosa.
Tel: 2611-5172
Cláudia Rodrigues (pintura)
Ateliê Nely C. Macedo
Rua Dr. Paulo César, 107/ 101, Santa Rosa.
Tel: 2711-0800
Pintura
Ateliê Luciana Kanback
Rua Vereador Duque Estrada, 25, Santa Rosa.
Tel: 2704-7379
Luciana Kanbach (objeto e pintura)
Flavia Mergulhão (desenho e pintura)
Sueli Alves (pintura e objeto)
Ateliê Luiz Cláudio Fernandes
Rua Martins Torres, 387, Santa Rosa.
Tel: 2722-5505
Pintura e colagem
Ateliê Silva Maranhão
Rua Dionízio Erthal, 69/ 802, Santa Rosa.
Tel: 2704- 3435
Pintura
Esquina da Arte
Rua Juiz Alberto Nader, 14, Charitas.
Tel: 2711-7532
Luiz Lemme (pintura)
Dalva Costa (pintura)
Ateliê Leila B.
Rua Oscar Pereira, 101, Charitas.
Tel: 2711-4971
Leila B. (mosaico e pintura)
Gláucia Cabral (escultura)
Iara Carpi (vidro)
Ateliê Cida Abreu
Rua Tupis,199, São Francisco.
Tel: 2711-5182
Objetos em vidro e cerâmica
Ateliê Múltiplo Viver Arte
Rua Visconde do Uruguai, 37, Ponta D´Areia.
Alzira Lúcia Araújo (pintura e desenho)
Arimar Ferreira (escultura e objeto)
Denise Reynier (desenho e pintura)
Ticiane Reynier (desenho)
Ateliê Verlaine
Rua Visconde do Rio Branco, 773, Centro.
Tel: 9225-2972
Fernando Dantas (desenho e pintura)
Outras informações, ligue para 2710-3136.Telefone da coordenação- Luzia Veloso
quinta-feira, 12 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Filme- Fausto de F. W. Murnan
Logo no início do filme ouvimos as palavras do pregador–"a terra é minha, ela nunca será sua, o homem escolhe entre o bem e o mal". Há liberdade. E uma nuvem cinza toma todos os lugares. Um raio de luz faz aparecer como que fantasmas cavalgando- é o portal das trevas que está aberto.
Fausto prega o bem e faz o mal.
O diabo fala que vai arrancar a alma de Fausto e levá-la para longe de Deus. E continua dizendo que o homem não pode resistir ao mal. Ele vai soltando uma fumaça que cega as pessoas. Há uma apresentação teatral e o ator desmaia e morre e todos saem apavorados. Aquela fumaça espalha uma epidemia e muitos morrem. Para encontrar a cura, Fausto ora a Deus por vários dias. Queria num dado momento oferecer sua própria vida para salvar a todos. Mas quando se prepara para morrer, uma pessoa bate a porta pedindo ajuda para sua mãe. Ele vai até ela e lhe dá um líquido que não surte efeito e ela acaba morrendo. Ele se desespera e quebra aquele frasco.
O pregador diz palavras de ânimo para a população
"Apenas a fé pode derrotar a morte. Tenham respeito pelos mortos. Aquele que tem fé viverá."
Mas a peste ataca novamente e todos saem correndo.
Fausto vê o pregador morto. Sai pesaroso e o povo pede sua ajuda.
Pensa que o demônio poderá ajudar e ele o chama e aquela nuvem negra o possui.
Mephisto aparece e Fausto se assustando foge, mas o espírito do mal já está presente:" Você invocou-me. Estou aqui." E Fausto acaba assinando um pacto e com sangue entrega sua alma ao diabo.
Fausto tentou salvar algumas pessoas em nome de Deus mas não consegue pois o diabo não permite. Fausto derrotado quer morrer tomando o elixir da morte mas o diabo lembra que eles têm um pacto.
O diabo diz: "prazer é tudo! e Fausto retruca: "estou muito velho".
Mas eu o tornarei jovem! diz o diabo que assim procede.
Ao se ver jovem Fausto fica revigorado e o diabo velho vai e surge um diabo jovem. Agora parece bom lhe arrumar uma mulher. A Duquesa de Parma da Itália esta se casando . O diabo luta com o possível marido e o mata e Fausto toma o lugar do noivo. O casal está apaixonado e Fausto e leva para um momento de prazer mas o pacto chega ao fim.
Fausto está pensativo e o diabo pergunta o que vc quer? ele diz "Um Lar", quero ir para casa.
Numa festa de Páscoa ele vê uma bela mulher e o diabo se encarrega de os dois se encontrarem.
O irmão não se conforma com a aproximação de Fausto e o desafia para uma luta de espadas. Na luta o diabo mata Valentim e grita para a cidade: Assassino! Todos correm e vêm Fausto atônito junto ao corpo .
"Teu amante matou-me"- diz para Gretchen. Ela é levada para o tronco e todos riem dela.
´Neva e é Natal. Ela com o filho nos braços está só e não tem abrigo. Chegam uns soldados e gritam- "ela matou seu filho assassina. Prendam-na!" Ela grita por Fausto para ajudá-la e ao longe ele ouve seu pedido. Ela é levada para a fogueira e todos querem assistir. Fausto vem correndo mas quase ao se deparar com Gretchen ele se torna velho como era antes. Ela a princípio não o reconhece e ele diz: "nunca desejei a juventude que me trouxe esse sofrimento."Na passagem ele lhe estende a mão e pede perdão.
Já na fogueira ela vislumbra Fausto que a beija e se junta a ela na morte.
"A palavra eterna apazigua tudo- ela é amor"
sábado, 7 de julho de 2012
Os sofrimentos do jovem Werther de Goethe
Obra do romantismo que ao ser publicada na Europa causou grande comoção entre os jovens , trazendo preocupação aos governos que atribuiam o grande número de suicídios a leitura desse livro.
Werther sem parentes e amigos, cuida de se corresponder com Guilherme contando todos os seus dias de paixão por Carlota , mulher casada com seu amigo e que o amava . Faz ver ao amigo, que Carlota também sofria com esse amor impossível mas escolhia ficar com seu marido, o que lhe causava grande sofrimento. "Ele atirou o manuscrito à mesa, pegou-a por uma de suas mãos e verteu as mais amargas lágrimas..." A agitação de ambos era terrível", p.160
Werther frequentava a casa do casal , sendo que o marido de Carlota parecia deixar para sua mulher a tarefa de se separar daquele intruso. Os três mantinham amizade e Werther aproveitava este fato para visitar frequentemente Carlota.
A situação ficou insustentável.
Com narrativa suave o autor mostra como aquele amor romântico vai tomando proporções maiores e desenfreadas a ponto de os dois em um dos passeios que faziam se declararem e se entregarem aquela paixão.
Carlota no entanto prefere Alberto e que o amigo se afaste dela. Ele vai morar longe mas volta. Ao retornar, talvez mais apaixonado ainda, pede emprestado as armas do marido de Carlota e depois de pagar suas contas, organizar papéis, comete suicídio.
Só viu esse caminho. Enclausurou olhar e sentimento
"...é visível o fato de que Werther se torna sempre mais poético nos momentos em que o personagem aspira diretamente ao infinito, inclinando-se a ele de maneira solene e religiosa".
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Mephisto - filme de Klauus Maria
Alemanha de 1930
Hofgem é um ator que deseja sucesso a qualquer preço. O filme é baseado numa lenda . Ele faz também referência ao dito popular, "vendeu a alma ao diabo". Esta lenda escrita por Goethe, já vinha sendo tema de outros autores.
Mephistópholes esse sim é o general nazista que tenta com favores conquistar o ator que interpreta personagens em Berlim, tendo o Teatro Nacional sob sua direção e pagando preço alto, estando submetido ao poder.
Num dado momento quando o ator se olha atentamente no espelho, nos vem uma ideia de que estaria tentando se identificar, se encontrar.
O nazismo tranformou-o no ator mais popular da Alemanha. Hofgem pensa ser reconhecido e pede em favor de um amigo . Ele é expulso do gabinete do general e aos poucos vai percebendo o quanto e manipulado. Essa consciência chega lentamente, dada sua vaidade e o desejo da fama.
É conduzido escoltado para um grande cenário onde os holofotes cegam, desintegram e enfraquecem o ator e ele insiste em ser ouvido com palavras que não ecoam; "sou apenas um ator..."
Hofgem é um ator que deseja sucesso a qualquer preço. O filme é baseado numa lenda . Ele faz também referência ao dito popular, "vendeu a alma ao diabo". Esta lenda escrita por Goethe, já vinha sendo tema de outros autores.
Mephistópholes esse sim é o general nazista que tenta com favores conquistar o ator que interpreta personagens em Berlim, tendo o Teatro Nacional sob sua direção e pagando preço alto, estando submetido ao poder.
Num dado momento quando o ator se olha atentamente no espelho, nos vem uma ideia de que estaria tentando se identificar, se encontrar.
O nazismo tranformou-o no ator mais popular da Alemanha. Hofgem pensa ser reconhecido e pede em favor de um amigo . Ele é expulso do gabinete do general e aos poucos vai percebendo o quanto e manipulado. Essa consciência chega lentamente, dada sua vaidade e o desejo da fama.
É conduzido escoltado para um grande cenário onde os holofotes cegam, desintegram e enfraquecem o ator e ele insiste em ser ouvido com palavras que não ecoam; "sou apenas um ator..."
sexta-feira, 29 de junho de 2012
3º salão da Leitura de Niterói- junho 2012
A Academia Niteroiense de Letras e os "Escritores ao Ar Livro" participam do 3º salão da Leitura de Niterói. No estande estão todos os nossos escritores. Ontem, quinta-feira, constou da programação palestras de Fernando da Matta e Romamo de Sant'anna. A frequência maior é de estudantes da rede pública.
Tive oportunidade de conversar com uma familia onde a garota de 11 anos, Júlia, quer ser escritora mas lamentou ter dificuldade com o computador.
-Que tal escrever no papel e depois com calma, passar para o computador? É melhor registrar o que lhe veio no momento, não acha?
-Boa ideia! disse ela.
Conversamos sobre Pimentel e Julia quis ver fotos! Encantada saiu agradecida.
Desconstrução
Não são meros desvãos,
mas um enorme vazio,
A causa não foi um sismo,
Entre os dois há um abismo
cavado em solo macio
com as conchas das próprias mãos.
Obra: POEMAS REDONDOS e VERSOS DESENCONTRADOS
de Bruno Marcus Rangel Pessanha
Da inutilidade do arco-íris
Quem desmancha
essa trança de gotas multicores
que só reavivam dores
no firmamento da lembrança?
Quem quebra esse arco
que um dia foi marco
de coloridas juras?
Quem desfaz essas gotículas
ridículas, sem nexo,
que só têm reflexo
no prisma dos sonhos esquecidos?
Por que, arco-íris, não foste tão eterno
como a aquarela da saudade
pintada dentro de mim?
HAICAIS de Leda Mendes Jorge
Em um coração
no silêncio do ciúme,
a brasa revive
O menino vê,
com frio no coração,
cair seu sorvete.
domingo, 24 de junho de 2012
mais um dia...
Mais um dia...
Fui à Feira do Livro, no horário do meu plantão. Em tendas brancas os estandes com os mais variados autores apresentam ao público opções interessantes principalmente para crianças.
De volta a casa,quando entro pela porta, ao chegar à sala, lembro-me do plano que havia traçado para hoje. É que já havia me organizado para ler Fausto de Goethe. Então não há tempo a perder, e inicio como que um ritual: terminei de ver mais uma vez o filme Mephisto e iniciei a leitura de “Os sofrimentos do jovem Werther” de Goethe.
Aos poucos sinto-me sonolenta e a leitura prosseguirá amanhã.
Enquanto ainda acordada, me arrumando para deitar, penso numa pessoa querida e meu coração entra em descompasso. Ligo para a família e quero notícias dela, dele.
Italiano alegre, forte e animado com a vida, há dois anos vive em cadeira de rodas.
Não vê mais sua companheira, sua horta. Seus olhos estão permanentemente cerrados.
Não pode mais dançar forró e colher tomates na horta. Não tem mais força nas pernas para manter-se de pé. Ele não anda.
Teria lembranças, faria planos?
A pimenta que plantava e colhia era condimento indispensável em suas refeições diárias. Hoje se alimenta através da sonda.
Onde está aquele passo largo e apressado de homem forte e decidido?
Seu pensamento caminha pelas ruas da cidade naquela terra mãe, visitando os amigos, contando piadas, fazendo troça? Ele reflete?
Sua casa praiana, abrigo aprazível, espera pacientemente a chegada dele, que já há dois anos não volta para tomar sua branquinha e nem se ouve o estalar de seus lábios ao saborear essa pinga boa. Que foi feito de seu paladar?
Tocaram a campainha de minha casa.
Abro a porta.
Meu netinho de dois anos corre ao meu encontro num abraço apertado e pergunta: “Vovó, vamos brincar de quê?”
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Livro- Tia Julia e o escrevinhador de Mario Vargas Llosa
Mário viveu na companhia dos avós porque a mãe lhe dizia que seu pai havia
falecido.
Aos 10 anos esta farsa se revela com a volta do pai que retorna o convívio famíliar. A convivência com ele tão
severo e autoritário , levou Mário a
escrever a primeira novela. Leôncio Prado , anos 50. Colégio militar.
Para o pai, literatura não era coisa para homem e os
poemas de Mário vinham como para
desafiar a autoridade paterna. A
literatura era seu refúgio.
Varguitas vive na companhia dos avós em Lima. É um jovem peruano de 18 anos.
Com esta idade apaixona-se por tia Julia e era correspondido. Os dois passaram
maus momentos diante da família muito religiosa e severa.
Neste tempo trabalhava na rádio Panamericana onde os
locutores não eram argentinos. Colocavam no ar clássicos, mas também rock e
jazz e havia preocupação com a qualidade das notícias.
A outra rádio, a
Central, tinha maior audiência, porque levavam ao ar, radionovelas compradas em
Cuba, pelo valor de peso e não de qualidade. O sucesso foi maior com a
contratação de Pedro Camacho que era um grande criador de personagens e um
exigente diretor. Com o passar dos tempos, de tanto trabalhar dia e noite sem
férias, acabou internado em manicômio e depois passou a fazer trabalho sob
comando de outros, o que anteriormente era inconcebível.
Suas radionovelas faziam sensação pois era expert em
incêndios, troca de personagens e ele mesmo se incluía no elenco. Cenas com
tiros, brigas, navalhadas, bombas e mortes, muitas mortes.
O autor cria para os personagens de Camacho, enredos super
instigantes e no final de cada capítulos, faz-nos a pergunta que remete á
próxima apresentação.
Cria dramas familiares que nos fazem crer inspiradas nas
pessoas e personagens enlouquecidos e leva os ouvintes a expectativas diárias.
Varguitas, tinha afinidades com tia Julia, e aos poucos se
apaixonaram. Ela com o dobro de sua idade. Mário a pediu em casamento. Seu pai
sabedor do pedido disse que iria mandar Júlia sair do pais e que se esse pedido
se consumasse , lhe mataria como se mata um cachorro Frase essa muito ao modo
de Camacho que passou a apresentar nas radionovelas temas agressivos, violentos
e truculentos.
Marito então resolve viajar
com tia Julia e dois amigos,a fim de encontrarem um prefeito que fizesse
o casamento. Com enorme trabalheira
encontram um prefeito que os casou.
Voltando a cidade,
Julia viaja para evitar confronto com o sogro e Marito passa a garimpar
empregos para construir família.
Seu pai, aceita
encontrá-lo, já que suas exigências foram cumpridas e Mário pode então explicar que não vai
deixar os estudos e que se tornará advogado.
Tia Julia retorna e os dois vão morar numa pequena casa
alugada onde ele pode escrever e viver seu amor.
Antes do casamento tia Julia quer que ele jure que pelo
menos fiquem juntos por cinco anos e Má rio nos revela que foi além do que
praguejava a família e do que jurou a Julia, pois ficaram juntos por oito anos.
Depois do divórcio ele se casa, agora no religioso com sua prima irmã.
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